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A todos os portugueses, que irados em casa se sentem injustiçados.

Somos vitimas de ausência de responsabilização individual, por isso sofremos em conjunto.

Sofremos em conjunto pelo chico espertismo do tuga que se sente mais esperto do que o próximo, sem se preocupar com as consequências.

O Mal é que os cidadões de bem vão cumprir o confinamento, mas os chico espertos,  esses vão ter o mundo aos seus pés. Não são burros como os outros que ficam em casa. E quem fica em casa tem tempo para pensar na vida e nas injustiças de fazer o bem, se calhar o mal compensa, porque as consequências para quem o faz é zero. Isto não é confronto de valores, é confronto de toda uma educação e sensibilização da vida em sociedade. Como podemos nós pensar em sociedade se o individualismo é adorado. Este vai ser a nossa perdição. Vamos ficar tão individualistas, que vamos esquecer como viver em sociedade.

2021 será um ano para muita gente sorrir, não porque será um ano melhor, mas porque muita gente diminuiu as suas expectativas.

passaram a dar valor a pequenas vitórias depois de grandes derrotas, reinventaram-se e pocuram novos caminhos. Acabamos todos por esperar pouco, e por isso qualquer coisa pode ser uma vitória, desde a vista ao objectivo. Sobreviver pode ser uma conquista, mas dará força para novos caminhos, só temos que aguentar e acreditar.

Bom Ano 2021!

 

sentas-te num banco, abres o invólucro de plástico que protege o pacote das pastilhas, num gesto repetido vezes sem conta.

Procuras pela patilha dourada que te leva ao fio perdido que dá a volta ao pacote e te permite tirar as pastilhas. Envergonhado vais rodando o pacote, tantas vezes que já fizestes isto, mas parecem sempre mudar de sitio, vais rodando até encontrares o que queres.

O sentimento de sucesso só é suplantado pela satisfação de puxares a patilha e veres o fio cortar o plástico em toda a volta. Olhas em volta para meteres o plástico no lixo, e não encontras o caixote. Sorris e metes no bolso.

Abres o pacote e metes a pastilha à boca onde sentes a onda de sabor enquanto mascas devagar e sentes o sabor a crescer cada vez mais. Encostas-te para trás e finalmente observas em teu redor. O banco de jardim é na verdade num centro comercial. Por momento parece que não há covid. As pessoas enchem os centros comerciais enquanto esperam a sua entrada nas lojas.

Sorris porque pensas que são as mesmas pessoas que há seis meses panicavam por papel higiénico e agora estão de máscara em filas sem distanciamento social e tudo para terem uma roupa bonita para irem aos funerais, como convidado ou como festeiro.

A vida tem de continuar dizem.

Até eu fui apanhado, não mais tempo do que o necessário nestes saldos manhosos, temos de refletir que mundo queremos para os nossos filhos quando arriscamos uma infeção em troca de roupas mais baratas.

O que te devolve o espelho quando te confrontas com a verdade, o que dizem os teus olhos no reflexo? Talvez um silêncio constrangedor ou talvez um sorriso que afaga o ego.

Quem és tu neste novo mundo??

 

A vida é feita de repetições e aos poucos começamos a perceber que vamos fechar 2020 pior do que estávamos bem no inicio da pandemia. Talvez e só talvez, possamos daqui a um ano estar melhor do que estamos hoje, mas o impacto, esse vai ficar para sempre.


A verdade é que fomos confinados não fisicamente, mas nas nossas emoções e inteligência. Muitos correram para comprar aquilo que realmente lhes faz falta durante 2020, papel higiénico e outros bens de primeira necessidade, mas poucos se preocuparam em aproveitar o tempo para melhorar e pensar na vida, melhorar a perceção do mundo e do que o rodeia. Pintar um arco-íris não chega.

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